A deputada critica proposta reapresentada no primeiro dia de atividades no Parlamento. Para ela, Oposição fará o enfrentamento da matéria e a derrotará como em 2018.

Na abertura do ano legislativo, na segunda-feira (4), 355 projetos de lei foram apresentados na Câmara. Entre eles está a proposta da deputada Bia Kicis (PSL-DF), que retoma o Programa Escola Sem Partido, arquivado no final de 2018, após forte atuação da Oposição.

O PL 246/19, além de trazer trechos da proposta original, endurece outros. O PL autoriza, por exemplo, alunos a gravarem as aulas, cria um canal de denúncias anônimas e proíbe grêmios estudantis de fazerem atividade político-partidária.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a retomada do projeto no primeiro dia demonstra o desejo do novo governo de “calar a escola brasileira, limitar a liberdade de cátedra”.

“Bia Kicis aproveita parte do projeto original, mas inicia com determinados requintes de crueldade com a democracia. Grêmio estudantil não poderá discutir nada de cidadania, nada de política, da relação com a sociedade. Na escola deverá estar fixado o cartaz dizendo as regras e que não se poderá ter debate. Professores não poderão tratar de gravidez na adolescência, pois isso poderá ser entendido como ideologia de gênero, que estará proibido no cartaz. E a escola poderá ser punida. Além do canal da denúncia. A vida escolar será dilacerada”, alertou.

No entanto, apesar da natureza “nefasta” da proposta, Alice acredita que assim como aconteceu em 2018, este texto poderá ser barrado. “É um projeto nefasto, fundamentalista, atrasado, criminoso em relação a uma construção pedagógica para o Brasil. Enfrentaremos esta matéria como fizemos no ano passado e a derrotaremos como fizemos antes”, disse.

Confira no vídeo a opinião da parlamentar:

Deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) comenta nova #LeidaMordaça. O texto de autoria da parlamentar bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) ameaça censurar estudantes e professores. #EscolaSemPartido

Posted by PCdoB – Partido Comunista do Brasil on Wednesday, February 6, 2019

 

 

*Com informações do Portal Vermelho e PCdoB na Câmara

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