A deputada contou sobre sua trajetória como estudante e líder do movimento estudantil, enquanto cursava Farmácia na UFBA. Inclusive, a deputada esteve à frente de uma grande greve da universidade e da conquista de um novo prédio para a graduação. "O curso de farmácia tem um histórico de resistência", afirmou ela.
 
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Alice no prédio que ajudou a conquistar quando estudava na UFBA
Alice também falou sobre a importância da atividade farmacêutica e seu histórico no Brasil. "A farmácia é uma profissão da nacionalidade, da indústria, das patentes", defendeu. Segundo ela, a indústria farmacêutica estrangeira entrou fortemente no Brasil, concorrendo de maneira desleal com as empresas nacionais.
 
O profissional da área é atingido pelo acesso banalizado aos medicamentos, a desestruturação da profissão, a oferta de baixos salários e a ação de empresários inescrupulosos que desqualificam o profissional.
No entanto, Alice afirmou que a farmácia está num momento importante e favorável. Está em pauta de votações na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4385/94, que pretende transformar as farmácias em estabelecimentos de saúde.
Alice explicou e debateu o projeto com os estudantes e defendeu a importância de ele ser votado o quanto antes. Segundo ela, o projeto qualifica a farmácia como um estabelecimento de saúde, implementa o atendimento, vai gerar mais mercado de trabalho para os farmacêuticos e valorizar esse profissional.
O debate ocorreu em sala lotada da UFBA, também com a presença de professores e do presidente do Conselho Regional de Farmácia da Bahia, Altamiro José dos Santos. Cartilhas da Federação Nacional dos Farmacêuticos foram distribuídas aos estudantes.
 
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Cartilha da Fenafar distribuída aos estudantes 
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