A deputada Alice Portugal participou da abertura da marcha na noite da terça-feira (11), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.A 5ª edição da Marcha das Margaridas, evento que reúne mulheres trabalhadoras do campo, da floresta e das águas tem o objetivo de fomentar a criação de políticas públicas e levar ao Congresso Nacional e à presidenta Dilma as reivindicações das brasileiras para conquistar mais direitos e uma vida digna e sem violência. O evento acontece em Brasília, nos dias 11 e 12 de agosto. 

De acordo com Alessandra Lunas, Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG, a conjuntura que se desenha pós-eleições exige que as margaridas assumam a mesma postura que lhes exigiu coragem e ousadia para reconduzir Dilma Rousseff à Presidência da República, para que continuem afirmando-se como sujeitos de direitos e sujeitos políticos a fim de garantir reformas políticas capazes de proporcionar mudanças em estruturas históricas que ainda sustentam as desigualdades e a discriminação no Brasil.

Para a deputada Alice Portugal a Marcha das Margaridas é um movimento importante na defesa das mulheres do campo, contra a violência , o assédio e por uma maior valorização. Num cenário de tentativa de golpe contra a presidenta Dilma, a Marcha das Margaridas vem como um apoio ao trabalho da presidente que tantas benesses trouxe para as mulheres e para as trabalhadoras rurais.

Na Bahia, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia organiza a Marcha no estado e mobiliza as trabalhadoras rurais para marchar por liberdade e democracia com efetiva participação das mulheres, em defesa de seus direitos e por políticas públicas construídas com respeito às diversas identidades, que ajudem na desconstrução de padrões patriarcais e sexistas, valorizem tradições, culturas, os saberes regionais e protejam a sociobiodiversidade e o patrimônio genético. Vários ônibus viajarão para o planalto central levando a alegria e as reivindicações das margaridas baianas.

De acordo com a Contag, cerca de 20 mil pessoas de vários estados participam do evento. Para amanhã (12/08), quando vai ocorrer a marcha, são aguardadas mais de 70 mil camponesas, que reivindicam políticas públicas para mulheres do campo, autonomia econômica e defesa da agroecologia, além da preservação da cultura das camponesas e o enfrentamento à violência contra as mulheres.

A Marcha das Margaridas ocorre desde 2000 em homenagem a Margarida Maria Alves, assassinada por latifundiários no dia 12 de agosto de 1983.

De Salvador,
Juliana Geambastiani

Com informações de CTB, FETAG e CONTAG