O governo informou que agora discutirá na Justiça como será feita a abertura desses arquivos. A alegação é de que falta informação oficial sobre as circunstâncias das mortes no conflito armado travado na Floresta Amazônica na primeira metade da década de 1970. O advogado-geral da União, José Antonio Toffolli, pretende apresentar um relatório produzido por uma comissão interministerial criada pelo governo ao Judiciário. “Quando vier a intimação, vou apresentar o relatório. Se a Justiça vai se satisfazer, não sabemos”, afirmou.

Nesse documento, a comissão afirma não ter informações para elucidar as circunstâncias das mortes dos militantes nem aponta o paradeiro de seus restos mortais. As Forças Armadas alegam no relatório que esses arquivos foram destruídos em diferentes momentos. Coordenada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, uma outra fase das buscas pelos restos mortais dos guerrilheiros está prevista para o segundo semestre. Há duas semanas, o Correio revelou supostos cemitérios clandestinos onde teriam sido enterrados corpos dos guerrilheiros. Esses locais foram mostrados pelos antigos mateiros obrigados a atuar como guias das Forças Armadas na época da guerrilha.

 

Fonte: Correio Braziliense