Os tecnólogos lutam por uma melhor inserção no mercado de trabalho a partir da regulamentação da sua formação. Apesar da política do governo federal de ampliar o acesso à graduação tecnológica através da difusão dos institutos federais de ciência e tecnologia, a formação carece de melhor reconhecimento da profissão e valorização (atribuições, competências e funções). Segundo Kelly Magalhães, a falta de clareza quanto a condição do tecnólogo dificulta o seu ingresso no mercado de trabalho.
Autora de três projetos que autorizam o Executivo a criar campi dos institutos federais de ciência e tecnologia na Bahia, a deputada federal e pré-candidata comunista à Prefeitura de Salvador, Alice Portugal, esteve presente na sessão e se declarou favorável à aprovação do projeto de lei que beneficia os tecnólogos. “Esse é um direito inexorável e foi chancelado pelo governo federal, inicialmente com os cefets [centro federal de educação tecnológica] e hoje com os institutos federais de ciência e tecnologia”, defendeu a deputada.
O vice-presidente do NTB, Leandro Barreto, denunciou o fato de a Petrobras vetar explicitamente a participação de tecnólogos em concursos públicos para preenchimento de vagas na instituição. Alice Portugal disse que “isso é tornar invisível algo que é bem concreto no país e que foi feito pelo próprio governo federal”. A pré-candidata afirmou que vai solicitar uma audiência com a presidência da Petrobras para discutir a questão.
De autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT/MG), o PL 2245/2007 está em tramitação na Câmara dos Deputados. Aprovado, com substitutivo, pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e Educação e Cultura, ainda aguarda parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).