A reunião no MEC contou ainda com as presenças do diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação, Getúlio Marques Ferreira, e do professor Sebastião Edson Moura, diretor da Escola Agrotécnica Federal do município baiano de Catu.
O objetivo do encontro foi levantar informações sobre o cronograma de implantação do Instituto Federal, bem como detalhes acerca do processo de transferência da estrutura da velha Emarc, do Ministério da Agricultura para o da Educação.
Na reunião, Paim informou que o Projeto de Lei que trata da conversão já está pronto e se encontra em análise no Ministério do Planejamento. Nos próximos dias, o texto será enviado para a Casa Civil e a expectativa é de que, ainda em maio, a lei que cria o IFET seja encaminhada para o Congresso. O secretário informou que a Bahia terá dois Institutos Federais de Educação Tecnológica, um em Uruçuca e outro em Catu.
A nova instituição de ensino manterá a estrutura e os cursos técnicos atualmente oferecidos e acrescentará cursos de licenciatura nas áreas de química, física, biologia e matemática. A proposta é ampliar a formação de professores para o ensino médio.
Em uma fase posterior, serão agregados cursos superiores, com graduações em agroecologia, bioenergia, agrimensura e agroindústria. Um detalhe para o qual o professor Jackson Prado cobrou especial atenção tem a ver com a forma como o atual quadro de servidores da Emarc será incorporado ao novo modelo.
Informações serão passadas aos professores, alunos e funcionários
As informações colhidas serão repassadas aos profesores, servidores e alunos da Emarc, em uma reunião agendada para esta quinta-feira, 15, às 11 horas, na sede da escola em Uruçuca. Além da sede, farão parte do IFET as unidades de Itapetinga, Teixeira de Freitas e Valença.
Para os vereadores Sena e Edson Dantas, o resultado da audiência foi positivo. “O processo de implantação do IFET encontra-se em andamento e a nossa esperança é de que ele mude não apenas a vinculação institucional da Emarc, mas traga desenvolvimento efetivo para a região e represente melhoria também para o quadro de servidores”, afirma Sena.
A deputada Alice Portugal, que há tempos vem lutando para que a Emarc seja incorporada à rede de educação tecnológica federal gerida pelo MEC. Considerou uma vitória a decisão do governo de transformar a tradicional instituição em um Instituto Federal de Educação Tecnológica. “A Emarc acumulou ao longo de sua existência importantes conhecimentos que precisam ser compartilhados com outras instituições do sistema MEC e sua transformação em IFET permitirá esta troca de experiências, observou Alice.
A Emarc possui cerca de mil alunos e 232 funcionários, em seus quatro núcleos no sul da Bahia (Uruçuca, Teixeira de Freitas, Valença e Itapetinga). Na estrutura atual, são oferecidos os cursos de Agropecuária, Agrimensura, Turismo e Hotelaria e Agroindústria de Alimentos. Em 43 anos de existência, a instituição já formou 4.482 técnicos somente em Uruçuca.