
Foto: Reprodução/Internet
Fomos surpreendidos nesses últimos dias por casos de violência contra a mulher que nos causaram muita revolta. A atriz Luiza Brunet, de 54 anos, veio a público, no início desse mês, revelar que foi agredida e que teve quatro costelas quebradas pelo companheiro, o empresário Lírio Albino Parisotto, em Nova York, nos Estados Unidos no último dia 21 de maio. Após o episódio, a atriz e modelo se separou dele, com quem tinha uma união estável. Podemos notar, dessa forma, que a violência doméstica acontece em todas as classes.
Na Bahia, uma lavradora de 32 anos relatou ser vítima de estupro coletivo e espancamento no distrito de Barra Nova, na zona rural de Barra do Choça, na região sudoeste do estado, na madrugada do dia 24 de junho, quando saía de uma festa junina na cidade. De acordo com a polícia, ela contou no hospital que foi violentada por quatro homens. Ela foi levada ao hospital por familiares e tinha ferimentos na cabeça e no corpo. A vítima identificou um dos homens que a atacaram como sendo Evandro Pinto Matos, 22 anos, mais conhecido como Peu. Tanto a vítima quanto ele são do distrito de Barra Nova e já se conheciam. Preso, Evandro confessou o espancamento, mas negou o estupro. Ele será indiciado por estupro qualificado.
Em Salvador, na madrugada do dia 3 de julho, a cantora Aiace Felix, vocalista do grupo Sertanília, foi covardemente agredida por um taxista no bairro do Rio Vermelho. O suspeito, identificado como Antônio Ricardo Rodrigues Luz, foi detido em casa, na Rua Alto do Gantois, na Federação, por volta das 13h, e conduzido à 7ª DT (Rio Vermelho), junto com um advogado, para esclarecer às acusações de assédio e agressão.
Em seu perfil no facebook, a cantora relatou que foi agredida com 3 socos no rosto pelo motorista de taxi. “Estávamos eu, minha irmã e uma amiga andando em direção ao Largo da Mariquita por volta das 05h:30 quando esse motorista, que estava parado na fila de Taxi em frente à casa, assediou minha irmã. Quando fui pedir por respeito, embora seja óbvio que ele é meu por direito, o taxista se sentiu incomodado por eu tê-lo confrontado e me respondeu de forma bem agressiva reiterando o assédio”, disse Aiace Felix em seu perfil. Interrogado pelo delegado plantonista Artur Ferreira, o taxista confessou ter assediado a jovem, mas negou a tentativa de atropelamento e as agressões à cantora.
Dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia apontam que 9.795 mulheres sofreram algum tipo de violência física entre os meses de janeiro e março de 2016. Os dados levam em conta os registros de homicídio doloso (com intenção de matar), tentativa de homicídio, lesão corporal intencional, estupro e ameaça. Os números apresentam redução de 32% na comparação com o mesmo período de 2015.
Repudiamos toda e qualquer forma de violência contra a mulher e que esses agressores sejam punidos com rigor. No mês de maio, tivemos o caso do estupro coletivo no Rio de Janeiro que abalou o Brasil. O caso do estupro coletivo em Barra do Choça não teve repercussão nacional, mas é igualmente importante. Nada justifica a violência contra a mulher e a luta contra o ódio e a intolerância só por sermos mulheres precisa ser permanente.
Deputada Federal Alice Portugal
Secretária Estadual de Mulheres do PCdoB Bahia
Membro Titular da Comissão Permanente de Combate à Violência Contra a Mulher