
Brasília foi palco de uma marcha histórica que reuniu, nesta quarta-feira (18), mulheres de vários estados brasileiros contra o racismo e a violência e pela ampliação dos direitos das mulheres negras brasileiras. Uma das vozes mais importantes em defesa das mulheres no Congresso Nacional, a deputada Alice Portugal participou da Marcha das Mulheres Negras e cobrou mais direitos para esta importante parcela da população.
“Essa parcela da população acumula os piores índices sociais do nosso país, são as mais agredidas e as mais violentadas, as que têm os menores salários e as que sustentam a base da pirâmide social no Brasil. Ainda no século XXI temos que nos erguer em marcha e em lutas para garantir direitos mínimos da população negra”, disse Alice.
A secretária estadual de Mulheres da Bahia, Olívia Santana, representando a União Nacional de Negros e Negras (Unegro), também marcou presença na marcha. “Olhar para a Esplanada e ver este espaço cheio de mulheres negras, exigindo seus direitos e empoderamento dá muito orgulho. Nós não podemos continuar vivendo num país em que poder político não consegue nos incorporar, não tem interesse nisso. É preciso dar uma virada de página no Brasil. Democracia não se faz com exclusão, negando uma parcela importante da população. Por isso, estamos aqui”, afirmou Olívia.
Infelizmente, a linda marcha foi surpreendida com tiros ao passar perto do acampamento montado em frente ao Congresso por um grupo que defende a volta dos militares ao poder. Alice e outras deputadas estavam no local e denunciaram o fato na sessão do Congresso Nacional.
Durante Comissão Geral para debater a realidade das mulheres negras brasileiras, realizada na terça-feira (17), Alice reafirmou seu compromisso com a ampliação dos direitos das mulheres negras, juntamente com a Bancada Feminina. “Estamos alinhadas nessa batalha contra o racismo e contra todas as ordens de preconceito que precisam ser enfrentadas com a dignidade que a mulher negra emprestou para a construção histórica desse nosso país, com sua força, com sua garra, com sua ginga e coragem para lutar com sua capacidade de se rebelar contra toda injustiça”. De Brasília,
Maiana Neves