Organizado pelo Laboratório de História e Memória da Esquerda e das Lutas Sociais da Universidade Estadual de Feira de Santana, o seminário “Chico Pinto – Democracia e Ditadura em Feira de Santana e no Brasil”, é visto como um momento de estudo e reflexão histórica sobre Feira de Santana, a Bahia e o Brasil nos tempos da ditadura (1964-1985). O seminário foi aberto pela manhã, com exposições de pesquisas dos professores Clóvis Ramaiana, Rogério Fátima dos Santos e Suane Vasconcelos (que defendeu dissertação de mestrado sobre o discurso de Pinto).
À tarde, o professor Emiliano José relatou experiências políticas convividas com Chico Pinto, no período da ditadura militar. Ele contou sobre a iniciativa de Pinto, quando prefeito de Feira (eleito pelo voto direto em 1962), de praticar a política de orçamento participativo, “mesmo contrariando a Câmara Municipal e o poder econômico da época, adversos à participação popular na administração”. Outro a palestrar foi Haroldo Lima, presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP). “Chico Pinto despertou, na população, a confiança de que poderia enfrentar a repressão”, destacou.
Ainda na parte da tarde, os presentes tiveram a oportunidade de ouvir depoimentos de outras pessoas que conviveram com Chico Pinto, como o advogado Rocha Martinez e o ex-deputado federal Elquisson Soares. Também estiveram presentes a deputada federal Alice Portugal (PCdoB–BA) e o ex-prefeito de Vitória da Conquista, José Pedral Sampaio. À noite, foi exibido o filme “Pinto Vem Aí” (1976), de Olney São Paulo.