A posse do governador Jaques Wagner representa uma nova etapa na vida do povo baiano e o fim da hegemonia do "carlismo", após um processo de declínio deste grupo político e da figura pessoal de Antônio Carlos Magalhães, do PFL.

 

Vários aspectos somaram para garantir a vitória das forças progressistas. A perda de espaço dos carlistas no cenário nacional desde a ascensão de Lula ao poder e o fim da possibilidade de chantagem sobre as lideranças regionais – os carlistas eram mestres em retaliar municípios que não rezavam a mesma cartilha e os pleitos para o governo federal só eram atendidos se passassem pelo grupo -; a derrota na prefeitura de Salvador, a conquista de uma maior autonomia do judiciário baiano e a ampla frente formada pelos partidos progressistas impingiram a ACM uma enorme derrota.

 

Agora, é preciso consolidar este cenário de avanços e de liberdades democráticas na Bahia. Pelos próximos quatro anos, o governo Wagner terá que enfrentar os desafios de manter a unidade das forças políticas que o sustentam, ampliar o seu raio de influência no interior (onde o domínio da oligarquia carlista ainda é muito grande) e mostrar capacidade administrativa com investimentos nas políticas sociais que atenda às expectativas de mudança do eleitorado.

 

Resultante dos êxitos do PCdoB na Bahia e da perseverança e combatividade do povo baiano, o Partido assume um papel de relevância nesta experiência de gestão e tem indicado nomes para a formação do governo Wagner, entre os quais o do secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos e Davidson Magalhães, presidente da empresa Bahiagás. Outros comunistas também ocupam cargos importantes, como Marilene Santos Vetros na Superintendência de Recursos Humanos da Secretaria de Educação; Alfredo Boa Sorte, nomeado superintendente de Atenção à Saúde; Gisélia Santana, superintendente de Assistência Farmacêutica; Hugo Pereira, diretor da EBDA; Kitty Tavares, diretora de Políticas Institucionais da Secretaria do Meio Ambiente; Jorge Wilton, assessor especial da Secretaria da Fazenda; Elias Ramos na Fapesb; Lessivan Pacheco, diretor de Serviços Turísticos da Bahiatursa; Elias Dourado, chefe de gabinete da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte; Emília Almeida, diretora do Instituto Mauá; Emilson Piau, diretor administrativo da CAR e Reginaldo Sacramento na Sudesb, entre outros.

 

As expectativas são grandes quanto a este novo projeto administrativo, finalmente livre do açoite e do chicote. Mas o governo não terá vida fácil. Há uma limitação financeira para atender às necessidades do Estado e demandas que foram reprimidas por anos a fio. Serviços como saúde e educação foram duramente sucateados, enquanto os carlistas se mantinham pendurados na fantasiosa propaganda oficial.

 

A deputada Alice Portugal, que renovou o seu mandato na Câmara Federal por se tornar uma fiel depositária da confiança dos servidores públicos estaduais – dos educadores, dos serventuários da justiça, dos fazendários, dos servidores da saúde e do Tribunal de Contas do Estado, dentre outros – reafirma que estará na luta ao lado do novo governador e do povo para garantir o êxito desta gestão e para que no coração de todos nós seja sempre 2 de Julho.