A deputada foi convidada para palestrar sobre a luta feminista e violência contra a mulher. Em pronunciamento caloroso, Alice traçou o histórico do preconceito contra a mulher que, segundo ela, é uma marca milenar.
Alice resumiu a história do Brasil e das civilizações. Desde a comunidade primitiva, idade média, aos tempos de Pedro Álvares Cabral. As mulheres tiveram direito ao voto tardiamente, e sob a influência dos homens. Também tiveram de lutar muito para ter acesso à educação. "A mulher foi colocada dentro de uma cerca, serva de seu senhor e de seu servo", afirmou.
A deputada apresentou dados e mostrou que ainda hoje as mulheres são muito discriminadas: uma cortadora de cana ganha metade do salário de um homem que desempenha mesma função. As mulheres representam 51% da mão de obra ativa no Brasil, mas recebem 37% da massa salarial.
Há ainda o problema da violência contra a mulher, os registros de homicídio, e a luta para ampliar e fazer cumprir a legislação que defende as mulheres. Segundo Alice, uma discussão atual quer garantir a aposentadoria para as donas de casa.
A deputada Alice também discutiu sobre política baiana e as expectativas para as próximas eleições. Segundo ela, é preciso combater o regionalismo e voltar os olhos para o recôncavo baiano, além de eleger mais mulheres.
"A visão depreciativa da participação política da mulher está arraigada na cultura", afirmou. A deputada finalizou a palestra apresentando trechos de textos bíblicos, filosóficos e trechos de constituições que discriminavam o gênero.
Também palestraram durante o evento a presidente do grupo LGBT Omni, Liz Gomes, e a presidente da Associação de Mulheres Amigas de Cruz das Almas, Carmem Oliveira.