A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) tem se empenhado para instalar esta CPI e justifica sua iniciativa dizendo que, nos últimos anos, o roubo e o tráfico ilícito de obras de arte, bens culturais e de arte sacra têm aumentado e, mesmo nas situações em que os objetos roubados são recuperados, as investigações se encerram com a prisão dos executores dos roubos sem chegar aos verdadeiros responsáveis pelos crimes que são os receptadores, os antiquários e galerias inescrupulosos e os colecionadores que usufruem do crime para ampliar seus acervos.

Ela insistiu na necessidade de uma criteriosa investigação desse tipo de crime que é considerado uma dos mais rentáveis no mundo, só perdendo para o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas.

A parlamentar comunista ressaltou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN para construir uma política de proteção aos bens culturais brasileiros e para a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), um órgão específico para a gestão do setor, que se constituirá numa autarquia vinculada ao MinC, à qual ficarão submetidos os museus federais atualmente ligados ao Iphan, além de outras unidades museológicas associadas por convênios, acordos e outros dispositivos legais.