Confira o artigo da deputada, publicado na editoria de Opinião do jornal A Tarde:
Centenário do Dia da Mulher
Neste 8 de março comemoramos o centenário do Dia da Mulher e muitas conquistas. Somos 52% da população, mais de 50% do eleitorado, a maior parte dos aprovados em concursos públicos. A mulher ocupou postos importantes no mercado de trabalho e está no poder, ainda que limitadamente no Brasil.
Foram séculos de preconceito contra a mulher e mudanças. Passamos pela democracia grega, em que as mulheres não votavam. Mulheres foram queimadas na fogueira durante a Idade Média. As brasileiras só foram à escola 300 anos depois que os portugueses chegaram ao Brasil. O feminismo nasceu radicalmente com a queima de peças intimas nas ruas, teve inúmeras conquistas, e hoje não se configura mais como guerra entre os sexos.
Compreendeu-se que devemos ser respeitadas por sermos mulheres. Somos diferentes, possuímos o dom de procriar, mas somos iguais. Discutimos e aprovamos a ampliação da licença maternidade. Não há vacina melhor que seis meses de amamentação. Os 180 dias são humanos, um direito, e vamos lutar para garantir que as mulheres não tenham prejuízo no mercado de trabalho.
Temos avanços na legislação. A mulher chega a um patamar bastante diferenciado do passado, e não podemos baixar a guarda diante do machismo, que representa um entrave para o desenvolvimento da humanidade. Hoje, agressão à mulher e assédio sexual são crimes.
No entanto, ainda temos muitas lutas pela frente. Somos 45 mulheres dentre os 513 deputados. É uma proporção que envergonha o Brasil nos fóruns internacionais. Na Espanha, o parlamento espanhol tem 50% de mulheres. Na Argentina, são 46% de mulheres.
É preciso sensibilizar a população, por isso a bancada feminina da Câmara fará uma chamada nacional da mulher na política, em maio, para mobilizar as candidatas. Os partidos preencherão 30% de suas cotas com mulheres. Também queremos garantir pelo menos uma mulher efetiva na Mesa Diretora da Câmara e do Senado.
É preciso ressaltar que mulheres no poder têm sua marca: mais sensibilidade, honestidade, menos corrupção. Isto está provado em pesquisas internacionais nas 12 nações que são governadas por mulheres.