O texto marca as dificuldades da luta feminina. Brasileiras sofrem assédio moral no trabalho e os chefes não são punidos. Mudanças na lei dificultam o reconhecimento de paternidade. As mulheres, que são 51% da população, têm apenas 8,1% de representação na Câmara dos Deputados.
Segundo a reportagem, se a bancada feminina fosse maior, projetos importantes de interesse da mulher já teriam sido votados. Além disso, projetos em outras áreas, como economia, tecnologia e infraestrutura, trariam a marca da mulher.
As deputadas falaram sobre a vida pessoal e familiar de uma mulher política, a vida pública, os investimentos em campanha e o relacionamento com o empresariado. Também destacaram as lutas, as brigas e as conquistas recentes. "Nós temos a chancela raríssima de representar as mulheres e por isso não sou pessimista. O tamanho do gigante que enfrentamos é descomunal e, apesar dele, marcamos muitos pontos", afirmou a deputada Alice Portugal.
Segundo Alice, a vitória mais recente foi a manutenção da Lei Maria da Penha, que foi ameaçada durante a reforma do Código do Processo Penal. A lei das cotas para mulheres foi alterada e, agora, os partidos devem preencher 30% das candidaturas com mulheres. "Agora, os partidos preencherão essas vagas de fato. É o termo da lei, não tem conversa", disse.