Ao justificar seu requerimento, Alice alegou que, na esfera governamental, de modo ampliado, eventuais programas, elaborados no âmbito do MEC, da Fundação Biblioteca Nacional, das secretarias estaduais, ora da cultura, ora da educação, e mesmo nas principais capitais, têm se repetido e reinventado inúmeros projetos que pretendem levar a leitura e a biblioteca a cada município, sem lograr êxito significativo: verbas e esforços são despendidos e poucos resultados são percebidos.
Destacou que o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) é uma boa iniciativa desenvolvida pelo governo federal e vem se modificando e se adequando à realidade e às necessidades educacionais com recursos financeiros originários do Orçamento Geral da União e da arrecadação do salário-educação. Contudo, prosseguiu, é inegável que o programa não vem alcançando os resultados esperados, daí a necessidade de se discutir sua reestruturação, de forma a adequá-lo à nova realidade de nossas escolas.
A deputada chamou a atenção para a campanha nacional de mobilização desencadeada pelo Conselho Federal de Biblioteconomia e seus conselhos regionais, intitulada “Biblioteca Escolar – Construção de uma Rede de Informação para o Ensino Público”, cujo objetivo é desenvolver um amplo esforço nacional, visando promover maior qualidade no ensino público através da criação e implantação de uma rede de informação dinâmica e eficaz.
Para ela, diante desse quadro, nada mais justo e adequado que esse debate seja travado no âmbito da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, que tem como missão, além da analise das proposições legislativas relacionadas com a Educação e a Cultura, a tarefa de debruçar-se sobre os problemas educacionais existentes no país em busca de soluções que atendam os anseios e as necessidades do povo.