Bancada do PCdoB entrega denúncias ao ministro
 
 
Parlamentares do PCdoB, PT e PSOL, além de um representante da UNE, tiveram audiência, na tarde desta quarta-feira (30), com o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, para tratar das agressões e atentados às sedes dos partidos e entidades, escritórios políticos e lideranças políticas, e cobrar uma apuração mais rigorosa dos fatos. Neste ano, o escritório da deputada Alice, em Salvador, sofreu dois atentados. A deputada Jô Moraes também teve seu escritório invadido, em Minas Gerais. Além disso, duas lideranças comunistas foram assassinadas neste ano: Luiz Bonfim, presidente do PCdoB na cidade de São Domingos do Araguaia (PA), e o prefeito de Chiador (MG), Moises Gumieri.
 
Na audiência, Alice falou dos atentados ao seu escritório político e dos ataques que vem sofrendo em suas redes sociais, destacando que é preciso barrar o clima de intolerância no país. “Estamos vendo esses grupos fascistas atacando nas ruas e nas redes sociais. É uma linha auxiliar do processo de tentativa de desestabilização política no país. Em Salvador, temos uma oligarquia política tradicionalmente violenta. Por isso, precisamos de rigor nas investigações”, afirmou.
 
Parlamentares denunciam intolerância política ao ministro da JustiçaO deputado Jean Wyllys destacou que as agressões que sofre desde o seu primeiro mandato na Câmara têm relação direta com grupos ligados ao deputado Jair Bolsonaro. Ele afirmou que acionou a Polícia Federal, mas ainda nada foi feito.   
Alice informou ao ministro que na próxima segunda-feira (04/04) será realizada uma sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia para comemorar os 94 anos do PCdoB e solicitou um monitoramento da atividade por parte do Ministério da Justiça.
 
O ministro Eugênio Aragão garantiu dar continuidade às investigações das denúncias já apresentadas pelo PCdoB no mês passado. Ele informou ainda que o Ministério da Justiça irá lançar uma campanha para combater a violência e a intolerância política no país.
 
De Brasília,
Maiana Neves