Foto: Ricardo Stuckert
 
 
O agravamento do estado de saúde de Marisa Letícia Lula da Silva, nos últimos dias, trouxe a história de amor, companheirismo e atuação política do casal Lula e Marisa de volta aos holofotes. Ao longo das quatro décadas ao lado do marido, Marisa teve participação efetiva na construção do projeto político que, em 2002, consagrou Lula como o primeiro operário presidente do Brasil.
 
Ainda à frente do movimento sindical da região do ABC, em São Paulo, na década de 1970, Lula encontrou em Marisa uma aliada para a vida: ela trouxe para si a tarefa de conquistar as mulheres para a luta no sindicato por melhores condições de trabalho. Nas históricas greves do ABC, que resultaram na prisão de dirigentes sindicais, Marisa organizou as mobilizações de mulheres e crianças pela libertação dos presos.
 
Na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), na década de 1980, Marisa Letícia também teve um papel importante. Além da ajuda na criação de núcleos do partido e na elaboração de materiais de divulgação, a ex-primeira-dama também é responsável pela simbólica confecção da primeira bandeira do PT, cortada e costurada pelas próprias mãos dela.
 
Como primeira-dama do país, entre os anos de 2003 e 2010, Dona Marisa fugiu dos estereótipos que o status possuía. Não quis estar presa a cargos do governo relacionados à assistência social e, apesar da discrição, tampouco admitiu ser apenas uma esposa decorativa que posa ao lado do marido presidente, como se acostumou a conceber a imagem de uma primeira-dama.
 
“Destaco a personalidade de Marisa Letícia, não apenas como primeira-dama e esposa do ex-presidente Lula, mas como militante, como uma mulher de opinião. Uma mulher capaz de orientar-se, a partir de suas convicções, e erguer alto a bandeira das mulheres, da saúde pública de qualidade e da luta pela democracia no Brasil”, afirmou a secretária de Mulheres do PCdoB-Bahia, deputada federal Alice Portugal.
 
Nesta quinta-feira (02/02), Alice participou de uma homenagem à Marisa na Câmara dos Deputados. Durante uma sessão, os deputados e deputadas fizeram um minuto de silêncio em memória da ex-primeira-dama, que já teve a morte cerebral anunciada pelos médicos que a acompanham.
 
O Comitê Estadual do PCdoB lamenta a perda de Dona Maria e se solidariza com o ex-presidente Lula e toda a família, além dos amigos, dos camaradas do Partido dos Trabalhadores e todos que enxergavam na figura dela a força e a garra das mulheres brasileiras.
 
Texto: PCdoB Bahia