
Alice Portugal é presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil – Cuba Foto: Richard Silva
No ano de 2021, quando faltavam nove dias para Donald Trump deixar o governo dos Estados Unidos da América, ele incluiu Cuba em uma lista unilateral de países que supostamente patrocinam o terrorismo. Tal ato adicionou ainda mais sanções às inúmeras já existentes contra a ilha. À época, houve uma onda de repúdio geral em todo o planeta, o que, no entanto, não demoveu o governo estadunidense, mesmo após a alternância para o governo Biden.
Recentemente, no dia 15 de maio de 2024, o Departamento de Estado dos EUA excluiu Cuba de uma outralista, também feita de forma unilateral, de países que não cooperam totalmente com o combate ao terrorismo. O passo, no entanto, é insuficiente, embora na direção correta, como registrou, em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil: “O governo brasileiro tomou conhecimento, com satisfação, da decisão do governo dos Estados Unidos de retirar Cuba da lista unilateral de países que não cooperam plenamente no combate ao terrorismo. O Brasil estima tratar-se de passo importante na direção correta e insta o governo norte-americano a excluir Cuba também de sua lista unilateral de Estados patrocinadores do terrorismo, da qual derivam pesadas e injustificadas sanções ao país caribenho”.
A permanência de Cuba na lista unilateral de supostos países patrocinadores do terrorismo é uma infâmia que já dura tempo demais. O Grupo Parlamentar Brasil – Cuba da Câmara dos Deputados apela para a imediata exclusão do nome de Cuba como uma exigência da consciência humana, da dignidade e da verdade.