Em seu discurso, Alice destacou que o jornal "A TARDE" desde sua primeira edição mantém a tradição de participar de controvérsias e polêmicas de interesse da comunidade e de assumir campanhas em defesa de reivindicações de interesse público. E citou uma das primeiras campanhas populares de "A TARDE", que serviu para a colocação da estátua do poeta Castro Alves na antiga Praça do Teatro, hoje símbolo da antiga Salvador.

A deputada ressaltou ainda que, durante o domínio carlista na Bahia e, em decorrência de sua linha editorial independente, o jornal "A TARDE" e os profissionais que nele trabalhavam sofreram perseguições por parte de seguidos governos baianos fiéis ao cacique, cuja família é proprietária de outro jornal na Bahia. As verbas publicitárias do governo estadual e da prefeitura de Salvador eram direcionadas majoritariamente para os veículos de comunicação de propriedade da família de ACM a despeito da restrita circulação de seu jornal e da fraca audiência de suas rádios. Tentava-se assim, sem sucesso, com a discriminação aberta, estrangular financeiramente o jornal "A TARDE" ou quebrar a independência de sua linha editorial.

“O carlismo foi-se, derrotado inclusive em Salvador. ‘A TARDE’ ficou, mantendo sua independência e sua influência como o principal jornal do estado”, concluiu a deputada, parabenizando a direção e todo o corpo de profissionais que fazem de A TARDE o jornal mais respeitado da Bahia.