Alice Portugal: É preciso garantir uma retribuição justa aos trabalhadores com participação nos lucros e resultados

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) esteve no último dia 26, no 12º Congresso da Federação da Bahia e Sergipe, realizado em Salvador. Alice participou do debate sobre a crise econômica mundial fazendo uma análise da conjuntura atual da economia. Também destacou os resultados positivos da política econômica e apontou os desafios que o povo brasileiro terá para alcançar novas conquistas.

A deputada enfatizou o papel estratégico da categoria bancária no combate ao exacerbado lucro dos banqueiros. "É preciso garantir uma retribuição justa aos trabalhadores com participação nos lucros e resultados, assim como também, uma contra-partida social deste setor poderoso da economia que só visa o lucro a cima de tudo", apontou.

Alice também exaltou a criatividade e permanente disposição de luta dos bancários do Brasil, em especial, da Bahia e Sergipe, conclamando a categoria "a manter-se unida em torno da democracia e dos seus interesses sindicais", finalizou.

Participaram do debate o presidente do Sindicato de Sergipe, José Souza, o presidente do Sindicato da Bahia, Euclides Fagundes, e representantes de entidades sindicais, como Rumiko Tanaka (Contec), Miguel Pereira (Contraf) e Edival Góes, presidente da CTB-SE.

Eleição e homenagem – Durante o evento foram reeleitos como presidente da Federação da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, e como vice-presidente, Eduardo Navarro.  Emanoel Souza apontou como principais desafios da categoria a reforma da Previdência, que pretende retirar direitos dos trabalhadores, e a reforma sindical, defendida pela CUT, que propõe a extinção do imposto sindical.

Os bancários também fizeram uma justa homenagem ao ex-dirigente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Osmar Pereira Ferreira, que, na ditadura militar, foi preso e torturado porque lutava em defesa dos trabalhadores. O ex-bancário passou 12 dias sendo torturado e ao ser libertado foi demitido do Banco da Bahia. Na época, era filiado ao PCB (Partido Comunista Brasileiro) e passou a ser perseguido tendo de viver, por vários anos, na clandestinidade.  

Com informações do SEEB-BA.