As restrições às aproximações por instrumento no Aeroporto Jorge Amado foram determinadas após inspeção do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, que identificou vários obstáculos na faixa de segurança estabelecida por normas internacionais de aviação civil.

O brigadeiro Godinho abriu a reunião com uma explicação detalhada das razões que levaram a Anac a determinar as restrições aos pousos por instrumento. Depois, mostrou fotos aéreas e de pousos e decolagens com os aviões passando muito perto dos obstáculos, além de mapas evidenciando os problemas e as necessidades de modificações no entorno do aeroporto.

“Basta que cada parte envolvida, Prefeitura de Ilhéus, Infraero e Governo da Bahia, faça as intervenções necessárias até o dia 15 de setembro para mantermos a classificação do Aeroporto de Ilhéus dentro de parâmetros muito mais seguros, sem prejudicar o município e a região”, explicou o secretário de Aviação Civil.

Segundo Godinho, o mesmo trabalho está sendo feito nos demais aeroportos brasileiros para adequação às normas internacionais seguidas por cerca de 190 países signatários de um conjunto de regulamentos para garantir a segurança da aviação civil.

Ao final da reunião, o secretário de Infra-estrutura, Antônio Carlos Batista Neves, representando o Governo da Bahia, disse estar confiante na solução de todos os problemas que justificaram as restrições: “o aeroporto vai voltar a funcionar normalmente e, o que é mais importante, com muito mais segurança”. Segundo o secretário Batista Neves, caberá ao governo estadual a mudança de oito postes de energia, afastando-os do limite de 75 metros a partir do centro da pista para os dois lados.

Além dos postes, os técnicos da ANAC identificaram outros obstáculos que ameaçam a segurança de pouso e decolagens de aeronaves, como a vegetação, uma cancela, um telhado e partes de um hotel localizado nas proximidades do aeroporto.

Para a deputada Alice Portugal, a continuidade das operações no aeroporto de Ilhéus dentro de níveis aceitáveis de segurança é uma imperiosodade para não submeter toda uma região ao isolamento econômico, trazendo graves prejuízos para a população.