Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara

A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), vice-líder da Minoria na Câmara dos Deputados, repudia veementemente as últimas declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes. Para a parlamentar, o ministro está se especializando em ofensas gratuitas aos servidores públicos e ao povo brasileiro.

“Do alto da sua visão elitista e antipovo, o ministro chama em primeiro lugar os servidores públicos de parasitas, de uma maneira agressiva, totalmente inapropriada para um ministro que fala pelo Brasil nos fóruns econômicos internacionais. Não reconhece o papel do serviço público na manutenção da integridade do Estado brasileiro. É alguém completamente despreparado para assumir o cargo de ministro de Estado, inclusive para conviver com os servidores que os servem, que não são parasitas. Parasitário é o regime que ele defende, é a submissão ao capital externo. Num dia, eles elogiam o presidente Trump, e no outro o Brasil é retirado da lista de países em desenvolvimento”, disse.

Sobre a declaração do ministro em relação às empregadas domésticas, Alice classifica a fala como preconceituosa e elitista. “Para ele, um empregado doméstico não é um trabalhador que tenha direitos, que possa fazer uma viagem para se divertir com sua família, por exemplo. É uma visão ultraliberal, ajoelhada aos interesses econômicos externos. A reforma trabalhista que tirou direitos dos trabalhadores, agora ele consegue piorar com a MP 905 e a PEC 186, tirando os direitos mínimos dos mais pobres”, diz.

A deputada ainda acrescenta que a reforma da previdência de Paulo Guedes atacou de forma cruel a população mais pobre, uma vez que ampliou o prazo para a aposentadoria, diminuiu os vencimentos, dificultando a perspectiva de uma renda na velhice. “Este governo odeia os mais pobres. Agora, criaram a chamada ‘carteira verde e amarela’ que irá sucumbir a CLT e não permitirá que ninguém mais – não só as empregadas domésticas, mas também a classe média – consiga fazer um programa de férias. Guedes é um vendedor dos interesses nacionais a preço de banana. O Brasil não merece este ministro”, finaliza.