Alice Portugal ressaltou que respeita o posicionamento dos que são contrários ao uso de células-tronco de embriões, em geral por motivos religiosos, mas acredita que em breve os resultados obtidos com as pesquisas irão ampliar o leque de brasileiros que aplaudem a histórica decisão do STF.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada pelo Supremo foi apresentada em 2005 pelo então procurador-geral da República Cláudio Fonteles, católico praticante, que expressou a oposição da Igreja a esse tipo de pesquisa. Em 5 de março, quando o julgamento foi iniciado, os ministros Carlos Ayres Britto, relator da ação, e Ellen Gracie votaram pela continuidade das pesquisas, mas o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vistas do processo, adiando o julgamento.

Carlos Alberto Direito foi o ministro que se opôs com mais tenacidade à decisão: seu voto, na quarta-feira, durou mais de três horas e incluiu uma tentativa final de criar pelo menos obstáculos parciais a esse gênero de pesquisa científica, que segundo a comunidade médica pode permitir a cura de doenças hoje insanáveis.