Na última segunda-feira (13/04), na sede do Conselho Regional de Economia da 5ª Região, aconteceu a reunião do Fórum dos Conselhos das Profissões Regulamentadas da Bahia (Foco-Bahia), que contou com a presença da deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA). O Foco-Bahia foi representado pelos integrantes dos conselhos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito-7), de Técnicos em Radiologia (CRTR-08), Serviço Social (Cress), Economia (Corecon), Biblioteconomia (CRB), Nutrição (CRN), Psicologia (CRP), Administração (CRA) e Educação Física (Cref-13).

Na oportunidade, os conselheiros listaram as dificuldades específicas e gerais enfrentadas pelas instituições nos últimos anos, inclusive a abertura indiscriminada de cursos superiores em instituições privadas. Outra questão importante foi referente a precarização do estágio curricular, que, nos cursos da área de saúde, tem se tornado um sério problema para a população e também para o mercado de trabalho de cada segmento.

Os representantes de conselhos ainda questionaram a real eficiência do ensino á distância (EAD), que tem se espalhado pelo Brasil, em especial para cursos de Serviço Social, que na maioria dos casos não oferecem a formação adequada para os profissionais.

A deputada Alice Portugal observou todas as reivindicações dos representantes dos conselhos e se comprometeu a acompanhar as discussões mais de perto, com a possibilidade de promover uma audiência pública em Brasília sobre o tema. “Temos trabalhado incansavelmente na Câmara Federal para que problemas dessa natureza não ocorram. Porém, o lobby do setor privado é muito forte. Precisamos nos articular para conter a sanha dos empresários e, de certa forma, proteger a população”, afirmou a parlamentar, que é a terceira vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal.

Continuidade

A reunião com a deputada Alice Portugal já é a segunda etapa da luta dos conselhos profissionais da Bahia contra a abertura indiscriminada de cursos superiores em instituições privadas e a formação profissional deficiente. Em fevereiro deste ano, o Foco-Bahia protocolou um documento no Ministério Público Federal da Bahia onde esclarece a necessidade de intervenção do MPF na fiscalização de instituições de ensino superior e técnico no estado.

No encontro com o procurador federal Israel Gonçalves, a coordenadora do Foco-Bahia, Isabel Cristina Bastos, presidente do Conselho de Serviço Social da 5ª Região, destacou o papel do MPF nessa luta e lembrou que o dever das escolas é formar profissionais qualificados para que a sociedade não sofra as consequências por uma formação deficiente. “O principal beneficiado com a boa formação dos profissionais é a sociedade. Os conselhos têm recebido denúncias muito parecidas e que só serão sentidas pela sociedade quando esses profissionais com formação deficiente chegarem ao mercado de trabalho”, disse.