Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR
 
 
Sindicalistas, camponesas, representantes de movimentos sociais, estudantes, deputadas e senadoras participaram do ato em defesa da democracia e do mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff, realizado na manhã desta quinta-feira (07/04), no Palácio do Planalto. A deputada Alice Portugal participou do evento e condenou mais uma vez o impeachment da presidenta. 
 
“Sobre ela nada pesa, nenhum crime, nenhuma acusação. Por que o impeachment? Impeachment sem crime e sem nenhum tipo de dolo é Golpe. É por isso que as mulheres estão aqui. As mulheres representativas do movimento social, aquelas que lutaram pela criação da Lei Maria da Penha. Estão aqui as entidades de mulheres que lutaram pela efetivação do feminicídio. Estão aqui as mulheres que lutam por creche, por educação integral. Estamos aqui para gritar por uma mulher de coração valente, para garantir o que o povo escolheu efetivamente governe. Golpe não passará”, disse Alice.
 
No encontro, Dilma afirmou que enfrenta, desde a eleição, forças contrárias mantendo o controle, o eixo e a esperança. Ela também afirmou que, por ser mulher, atravessa as dificuldades e que não perde a esperança porque se acostumou a lutar por ela e por quem ama. Após diversas falas de solidariedade, repúdio à misoginia e apoio à continuidade do projeto político iniciado em 2003, a presidenta defendeu o estabelecimento de um pacto pelo Brasil, mas enfatizou que nenhum entendimento irá prosperar se não houver respeito à democracia, à legalidade e ao voto de 54 milhões de brasileiros.
 
“O que está em questão é o respeito às regras democráticas previstas na Constituição Federal. Eu quero um entendimento porque governo para um país inteiro. Mas esse pacto tem condições: respeito ao voto; fim das pautas-bomba no Congresso, que nada ajudam o país; unidade pela aprovação de reformas; retomada do crescimento econômico; preservação de direitos garantidos aos trabalhadores; além da urgente e necessária reforma política. Esse é o pacto que eu busco para entregar ao meu sucessor, no dia 1º de janeiro de 2019, um país melhor”, afirmou.
 
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De Brasília,
Maiana Neves, com informações do PCdoB na Câmara