Durante o fórum, que aconteceu em Salvador entre 29 e 31 de janeiro, a deputada Alice Portugal participou da mesa "Mulher, crise econômica e emancipação" e também da oficina “A reforma eleitoral e as mulheres”. Alice lembrou o centenário do Dia da Mulher, que será comemorado no próximo 8 de março. Defendeu também a necessidade de aprovar regras que impeçam a fragilização dos postos de trabalho femininos, levando em conta a diferença salarial de até 30% entre homens e mulheres com mesmos cargos e escolaridade.
 
A oficina sobre a reforma eleitoral, organizada pela União Brasileira de Mulheres (UBM), reuniu a deputada federal Luíza Erundina (PSB); a secretária nacional de Mulher do PCdoB, Liége Rocha, e a vereadora de Salvador Aladilce Souza para debater as mudanças na legislação que incentivam a participação feminina nas eleições e nos partidos políticos. Essas mudanças foram uma conquista aprovada no final do ano passado pelo Congresso Nacional.
 
“Somos 50% da população, 52% do eleitorado e mais de 40% do mercado de trabalho. Apesar de sermos maioria da população, somos apenas 9% do Congresso Nacional. Precisamos virar este jogo e garantir mais mulheres nos espaços de poder”, afirmou a deputada durante a oficina. Os pontos considerados de maior relevância durante a oficina foram, além das cotas de 30%, a destinação de 5% do fundo partidário para a formação política das mulheres e a reserva de 10% do tempo de propaganda para candidatas que apresentem propostas direcionadas a esse público.
 
 LUTAS EM 2010 – Alice Portugal esteve presente ao ato de posse da nova diretoria da União dos Estudantes da Bahia (UEB). Também participou da Primeira Plenária Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), no Ginásio dos Bancários, com o objetivo de preparar a entidade para das lutas de 2010.

 

Na ocasião, a deputada ressaltou a necessidade de os trabalhadores defenderem as vitórias sociais alcançadas durante o governo Lula e ampliar as mobilizações. "É preciso conjugar o binômio unidade e luta, apoio e crítica. Será fundamental que o movimento sindical não perca sua fisionomia própria", afirmou Alice.
 
A mesa redonda “Federalização e Democratização do Poder Judiciário”, promovida pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud), tratou sobre os moldes do Poder Judiciário. Alice abordou a necessidade de federalizar a carreira de serventuários e servidores do judiciário, que ainda apresentam diferenças nos diferentes Estados brasileiros. "É preciso unificar a natureza da carreira em nível nacional", defendeu.
 
* Com informações do Portal Vermelho

Fotos: Assufba e arquivo pessoal