Para Alice, o dia 13 de maio é um importante marco legal, mas é preciso deixar claro que a abolição e a liberdade de oportunidades ainda precisam ser completadas.
Em seu discurso, a deputada do PCdoB manifestou sua posição a favor das cotas para alunos oriundos da escola pública com corte étnico e com corte efetivamente social. E fez um apelo ao STF para que decida nesse sentido ao julgar a constitucionalidade das cotas, lamentando que a mídia esteja dando grande notabilidade a quem se coloca contra a inclusão dos mais pobres.
Um grupo de defensores da política de cotas raciais nas universidades entregou ontem ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, um manifesto em defesa da causa. O documento foi assinado por mais de mil pessoas, incluindo acadêmicos, estudantes, artistas e militantes dos direitos de minorias. Na lista, estão o cineasta Nelson Pereira dos Santos, a atriz Taís Araújo, o ator Lázaro Ramos, a cantora Margareth Menezes, o rapper MV Bill, o arquiteto Oscar Niemeyer e João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Segundo o texto, as cotas cumprem o papel de compensar a histórica exclusão dos negros das universidades. "Apenas nos últimos cinco anos houve um índice de ingresso de estudantes negros no ensino superior maior do que jamais foi alcançado em todo o século XX", diz o documento. Há duas semanas, opositores da política de cotas também levaram um manifesto ao presidente do STF. Os dois grupos estão preocupados com o julgamento de duas ações sobre o tema. O plenário começou a analisar o assunto há um mês, mas interrompeu a sessão. O julgamento deverá ser retomado apenas no próximo semestre.