“Há 30 anos a juventude brasileira, os comitês pela anistia, o movimento estudantil, os sindicatos, que renasciam naquele momento, levantaram-se para dar visibilidade ao que acontecia nos porões do cárcere da ditadura e a imprensa não divulgava”, afirmou Alice.

Na época, durante o segundo Congresso da Anistia, realizado na Bahia, período em que Alice era dirigente do DCE da UFBA e teve participação intensa no processo, foi quando foram tiradas as diretrizes da anistia ampla, geral e irrestrita. O projeto acabou sendo votado no mesmo ano, em 1979. “Um projeto parcial, mas que tirou da cadeia e tirou do exílio muitos brasileiros que eram impedidos do exercício dos seus direitos plenos de cidadania, já que os direitos políticos não existiam”.

No entanto, segundo Alice, a anistia acabou não sendo completada até hoje. “Os algozes da ditadura, os torturadores, não foram punibilizados”. Por outro lado, Alice afirma que o governo do presidente Lula tem iniciado a buscar os corpos da guerrilha do Araguaia, ainda sem ter grandes êxitos. “Grande vitória foi anistiar os 40 camponeses na região”. Portanto, essa luta ainda persiste.