“Desde 1999, quando o BANEB foi entregue ao Bradesco por preço vil, o banco privado tem o monopólio da administração de uma folha de pagamento que gira entre R$ 4,8 bilhões a R$ 5 bilhões mesmo assim não oferece qualquer vantagem aos servidores públicos baianos”, observou a deputada.
Alice Portugal, que era deputada estadual em 1999, foi dura opositora da privatização do BANEB, denunciando a farsa de um leilão que entregou o banco estatal ao Bradesco por ridículos R$ 267 milhões, depois dele ter sido “saneado” pelo governo baiano com a ajuda do governo federal. A deputada lembra que, no processo de privatização do BANEB, o governo FHC autorizou um empréstimo de R$ 1,5 bilhão para o ajuste do banco estatal baiano, que ainda teve o número de funcionários reduzidos de 7.000 para 2.825 empregados.
Um dos primeiro projetos apresentados por Alice Portugal na Câmara dos Deputados foi exatamente o PL nº 5.165/2005, que estabelece que os contratos celebrados entre bancos privados e governos estaduais por ocasião das privatizações dos bancos estatais não poderão ser renovados, exceto aqueles firmados entre instituições financeiras privadas e Municípios nos quais não haja agência de instituição financeira oficial, mediante licitação nos termos da lei.