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Para Alice, que desde seu primeiro mandato de deputada federal tem lutado para a abertura dos arquivos da repressão política, a decisão do STJ dá novo alento aos familiares e correligionários dos mortos e desaparecidos do Araguaia que há anos buscam informações sobre as circunstâncias do desaparecimento ou morte dos guerrilheiros e a localização de seus corpos.
Segundo a deputada do PCdoB, com a publicação da sentença, a União, além de quebrar o sigilo das informações militares que tratam das operações de combate à guerrilha, vai ter que bancar a exumação das ossadas, o traslado, a identificação por meio de DNA e o sepultamento.
Alice Portugal ressaltou que, como apenas três dos 59 mortos ou desaparecidos foram achados, no mínimo cerca de 56 corpos de guerrilheiros desaparecidos encontram-se nas florestas da região do Araguaia e o Exército deverá indicar o paradeiro exato de cada um.