Alice Portugal avalia que o tratamento hoje dispensado pelo governo baiano às reivindicações dos servidores públicos não encontra paralelo ao que ocorria nos anos de domínio carlista. Prova disso foi a instalação da Mesa Permanente de Negociação, que deve ser entendida como uma significativa vitória nas relações do governo com seus servidores e a disposição de estabelecer um diálogo entre as partes. No entanto, a herança de grande achatamento salarial que pesa sobre os professores, distorcendo a carreira, cria um impasse, já que a proposta apresentada pelo governo é insuficiente.

A deputada também não concorda com a ação cívil pública que requereu a decretação da ilegalidade da paralisação, a cobrança de multa diária de R$ 20 mil ao sindicato e o corte do ponto dos grevistas. “É preciso habilidade para encontrar uma saída. Defendemos a necessidade do governo reconhecer uma questão objetiva: é desestimulante os professores em meio de carreira ter os salários semelhantes aos que estão iniciando”, afirmou Alice.