Por 10 votos a 9, a proposta apresentada pelo governo foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Comunistas comemoram derrota de Temer, que vê na matéria uma prioridade para seu “programa econômico”.
 
 
Senadores comemoram a rejeição do relatório – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
 
 
A voz dos trabalhadores ecoou mais alto no Senado nesta terça-feira (20). A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa rejeitou, por 10 votos a 9, a proposta de reforma trabalhista apresentada pelo governo. O resultado pegou os aliados de Temer de surpresa: eles contavam com um placar favorável às mudanças, de 12 a 7 ou 11 a 8 votos.
 
A líder do PCdoB na Câmara, deputada Alice Portugal, comemorou o resultado da votação. “Quero saudar o Senado, que começou a derrotar essa Reforma Trabalhista, como derrotaremos essa reforma cruel da Previdência Social”, disse Alice no Plenário, que também cobrou que a Câmara aceite os pedidos de impeachment do presidente ilegítimo, Michel Temer.
 
Com a rejeição do relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES), o parecer aprovado pelo colegiado foi o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS), que apresentou diversas alterações no texto encaminhado pela Câmara dos Deputados.
 
Os parlamentares da Oposição vêm tentando barrar o projeto desde o início de sua tramitação no Congresso. Hoje, não foi diferente. Os senadores apelaram aos demais que votassem contra o texto, evidenciando o quão nociva a proposta é ao país. Para Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), “a vitória foi dos trabalhadores, e a maior que já tivemos”.
 
“Eles não esperavam por isso, e esta é a comissão de mérito! Com esse resultado, ainda estamos abertos a negociações. O Brasil precisa de reforma? Sim, precisa. Mas de uma que de fato amplie o número de empregos, que garanta os direitos dos trabalhadores, que melhore a produtividade. Do jeito que está, essa proposta precariza as relações de trabalho e acaba com as principais conquistas dos trabalhadores”, apontou a senadora.
 
Apesar de ter sido derrotada na CAS, a proposta do governo não tem sua tramitação interrompida, já que a decisão do colegiado é um parecer, e a decisão final cabe ao Plenário daquela Casa. A matéria agora é encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde deve ser lida pelo líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), ainda nesta quarta-feira (21).
 
Fonte: PCdoB na Câmara