O Dia Nacional de Greves e Paralisações em Salvador, nesta sexta-feira (11/11), foi encerrado com uma caminhada no Centro da cidade, do Campo Grande ao Campo da Pólvora. Durante todo o dia, diversos atos foram promovidos em protesto, principalmente, contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 55 – aprovada na Câmara como PEC 241 -, que congela os gastos públicos por um período de 20 anos.
 
Às 4h da manhã, os rodoviários iniciaram as paralisações, interrompendo as atividades por quatro horas. Bancários, professores, profissionais da saúde e da construção civil também aderiram ao movimento. Às 7h, a Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM), uma das principais vias da capital, no Iguatemi, foi fechada.
 
A caminhada no Centro teve início após às 15h, e reuniu as diversas categorias profissionais, em um ato unificado, que contou também com entidades do movimento social e com a sociedade civil. A deputada federal Alice Portugal, do PCdoB, esteve na manifestação e condenou as ações do governo Temer, principalmente pela articulação em torno da PEC.
 
“Não podem fazer isso com o futuro de nossas crianças”, afirmou Alice, em referência ao longo período de congelamento dos gastos públicos, que inclui, também, os gastos sociais. A deputada ainda defendeu a permanência da mobilização com unidade, de modo a barrar as ações do governo Temer.
 
O Dia Nacional de Greves e Paralisações foi organizado pelas Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (FPSM), em parceria com centrais sindicais. Na avaliação de Aurino Predreira, presidente estadual da CTB na Bahia, “foi um grande dia de luta, com manifestações desde a madrugada nas fábricas, lojas, bancos e principalmente nas ruas de diversas cidades da Bahia. Podemos dizer que o movimento foi exitoso”.
 
Fonte: PCdoB Bahia