
Na tarde desta quarta-feira (16), o Plenário da Câmara foi invadido por um grupo de pessoas que pedem o retorno dos militares ao poder. A deputada Alice Portugal classificou a invasão como uma tentativa de intercepção da democracia e questionou a facilidade que o grupo teve para ter acesso ao Plenário.
“Desde a votação do processo do impeachment fraudulento da presidenta Dilma, a Câmara está fechada para estudantes, professores, movimentos sociais, servidores, que só entram com senha. Hoje esses manifestantes entraram com a anuência de quem? Isso é fruto do clima do golpe que existe no país. A tentativa de intercepção da democracia no país se dá de maneira física com a anuência de forças parlamentares e da própria força de segurança do Parlamento. Se fossem estudantes seriam espancados. Se fossem servidores públicos estariam demitidos. Se fossem mulheres seriam rechaçadas. Se fossem movimentos sociais seriam presos e banidos”, disse Alice.
A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz, relatou que teve dificuldades para entrar na Câmara na manhã desta quarta para acompanhar uma audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia. “O movimento social hoje é barrado na Casa do Povo. Como esses grupos fascistas têm facilidade de entrar aqui? Inicialmente, chegou a informação que os manifestantes eram pós-graduandos, mas a nossa bandeira é por mais direitos, contra a PEC 241 e não por intervenção militar”, disse Tamara que contou com o apoio da deputada Alice para entrar na Câmara.
Parte dos manifestantes já desocupou o Plenário, mas alguns permanecem no local. Alice se dirigiu à Presidência da Câmara para cobrar explicações sobre a invasão.
Confira o vídeo da deputada Alice no momento que o Plenário estava invadido: