
A deputada Alice Portugal destaca-se no Parlamento como uma das mais contundentes defensoras da emancipação das mulheres brasileiras e da maior participação feminina na política. Na 5ª Marcha das Margaridas, realizada em Brasília, nos dias 11 e 12 de agosto, Alice, mais uma vez, defendeu o enfrentamento da violência contra a mulher, a solidificação da Lei Maria da Penha e, acima de tudo, o respeito à mulher brasileira. Ela participou da marcha na Esplanada dos Ministérios e do ato político de encerramento, realizado no Estádio Mané Garrincha, que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff.
“Somos as primeiras a acordar e as últimas a dormir. Nos destacamos nas diferentes áreas da vida econômica do país, mas ainda somos a maior parte dos desempregados, em especial a mulher negra. Somos mulheres indígenas sem terras demarcadas, as maiores vítimas da agressão intrafamiliar e nas ruas. Esta marcha é emblemática que adota a bandeira da emancipação da mulher brasileira”, destacou Alice, que falou na Marcha pelas deputadas federais.
Mais de 70 mil mulheres, entre elas trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas e quilombolas, marcharam pela Esplanada dos Ministérios por garantia permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente; acesso à terra e valorização da agroecologia; uma educação que não discrimine as mulheres; o fim da violência sexista; o acesso à saúde; autonomia econômica, trabalho, renda, democracia e participação política.
O encerramento da Marcha das Margaridas se transformou num grande ato em defesa da democracia e em apoio ao governo da presidenta Dilma. As mulheres aproveitaram para entoar o coro “Não vai ter golpe”. Em seu discurso, Dilma reafirmou seu compromisso em garantir os avanços das conquistas sociais. “Tenham certeza absoluta, que eu, sua presidenta, continuarei trabalhando incansavelmente para honrar e realizar os sonhos que vocês depositaram em mim e em meu governo”.
A escolha do nome da Marcha das Margaridas é uma homenagem à Margarida Maria Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, que foi assassinada em 12 de agosto de 1983, a mando de latifundiários da região.
Confira a íntegra do discurso de Alice na Marcha das Margaridas:
De Brasília,
Maiana Neves