Foto: Richard Silva/Liderança do PCdoBA madrugada desta quarta-feira (27/05) foi de vitória para a democracia brasileira na votação da Reforma Política. O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou proposta que pretendia constitucionalizar o financiamento de campanha por pessoas físicas e jurídicas para os partidos e os candidatos. A deputada Alice Portugal votou CONTRA a proposta por acreditar que a contribuição das empresas às campanhas é um atrativo enorme à corrupção no país. A proposta recebeu 264 votos favoráveis e 207 contrários, mas foi rejeitada porque mudanças na Constituição precisam de, pelo menos, 308 votos a favor.
 
“Ainda não aprovamos o fim do financiamento empresarial das campanhas, apenas impedimos a sua constitucionalização e hoje o embate será muito forte. Estarei dando meu voto contra, porque empresa não vota, quem vota são as pessoas. Essa contribuição é um atrativo enorme à corrupção no país”, argumenta Alice. 
 
O Plenário voltará a discutir, nesta quarta, outras propostas de financiamento de campanhas, como a que permite a doação apenas de pessoas físicas.
 
Os deputados também rejeitaram o chamado “distritão”, modelo em que os deputados e vereadores seriam eleitos apenas de acordo com a quantidade de votos recebidos, e mantiveram o voto proporcional como sistema eleitoral no Brasil. Para Alice, esta é a forma mais avançada porque faz com que as ideias da sociedade civil sejam proporcionalmente representadas na Câmara dos Deputados.
 
De Brasília,
Maiana Neves