Na manhã desta quarta-feira (06/05), a deputada Alice Portugal participou da Reunião Nacional do Movimento de Luta pela Terra (MLT), realizada na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em Brasília (DF). Na ocasião, Alice parabenizou o movimento pelo sólido trabalho em prol do homem do campo.
 
“São 22 anos de luta pela terra desse movimento que organiza, mobiliza e capacita os trabalhadores para a batalha da reforma agrária e para a conscientização em torno dos direitos sociais no Brasil. O MLT já tem sua história inscrita na construção desse país democrático e agora chega a sua maturidade. É preciso que o movimento, cada vez mais, adquira novos espaços para o povo do campo nesse país”, disse.
 
Durante a reunião, Alice fez uma ampla análise da conjuntura política nacional, destacando que o Brasil vive a fase mais longa de democracia contínua. Ela abordou os avanços que os governos de Lula e Dilma garantiram ao país, como a expansão universitária, as cotas nas universidades públicas para alunos oriundos da escola pública, em geral negros, a abertura de escolas técnicas e cursos profissionalizantes no interior do país, a garantia de empregabilidade com menor índice de desemprego da história brasileira, entre outros. 
 
Ela lembrou que a crise internacional que atingi o Brasil e outras nações da América Latina é amplificada por um consórcio oposicionista entre as elites econômicas e a mídia corporativa. Além disso, Alice falou da pauta regressiva da Câmara dos Deputados, com a tentativa da redução da maioridade penal, do fim do Estatuto do Desarmamento, a antirreforma política, a demarcação das terras indígenas, além da aprovação, pelo Plenário da Casa, do projeto 4330 que regulamenta a terceirização no país.    
 
A deputada se colocou à disposição do movimento para a luta pelas demandas do povo do campo. “Precisamos fortalecer o espírito de frente entre aqueles que ainda têm coragem de lutar. É fundamental acompanharmos esse processo do Congresso Nacional e interferir em todas as áreas em função da pauta popular, da reforma política democrática, da reforma agrária e das batalhas pelos direitos trabalhistas”, finalizou.
 
De Brasília,
Maiana Neves