Esses três países são democracias consolidadas com economias em ascensão que, dadas as evidentes desigualdades internas, confrontam desafios comuns de desenvolvimento. No entanto, segundo a deputada Alice Portugal, quando o assunto é igualdade de gênero o Brasil fica em desvantagem.
"Estamos fazendo uma análise paralela da legislação, das condições de trabalho, da participação no Parlamento. Podemos ver que mesmo em relação à Índia e à África do Sul, as mulheres do Brasil ainda têm uma participação pequena no tocante ao Parlamento, que é desproporcional à sua participação na sociedade brasileira", afirmou.
Em sessão na Câmara dos Deputados, Alice fez pronunciamento sobre o fórum e saudou os trabalhos da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres e da ministra Nilcéia Freire. O evento contou com a participação da ministra da Mulher, da Criança e das Pessoas com Deficiência da África do Sul, Mayende-Sibiya; e a ministra de Desenvolvimento da Mulher e da Criança, da Índia, Krishina Tirath.
Segundo a ministra sul-africana, a recessão econômica ajudou a conscientizar sobre a importância do fórum, e recomendou a finalização de indicadores de gênero. A ministra da Índia destacou que as mulheres indianas foram muito afetadas pela crise econômica, pois grande parte delas faz parte do sistema informal de trabalho e não têm garantias de estabilidade no emprego. 
A ministra de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, disse que há muitos desafios para promover a igualdade de gênero no país. “Precisamos assegurar que os avanços das últimas três décadas sejam estendidos a todas as mulheres, independentemente de classe econômica ou raça", disse.
 
Ela também destacou a importância de redefinir os papéis sociais atribuídos à homens e mulheres. “A mulher reproduz, cuida das crianças, dos idosos, mas esse trabalho é invisível, não é considerado riqueza econômica e não é compartilhado pelos homens”, lamentou.
*Com informações do Correio Braziliense