A parlamentar também lembrou que os hospitais particulares estão deixando de atender ao SUS, e que alguns estão atendendo estão fazendo de forma precária. Alice entende que os planos de saúde precisam de um marco regulatório. “Todo mundo que tem plano de saúde sabe que, se for plano individual, ele paga muito alto para ser atendido; se for coletivo, ele paga menos, porque a empresa estatal ou privada paga o restante. No entanto, os planos têm piorado cada vez mais a qualidade do seu atendimento”.
“O que o ministro nos disse é que o impacto da crise é grande e que o Ministério não tem como resolver o problema da rede privada e das santas casas”, diz, acrescentando que “nesse momento, o grande problema são os impactos dos planos de saúde, que remuneram muito baixo”.
Para a deputada, apesar dos incentivos do Estado, em função da crise econômica, existe uma carência na rede pública. “O secretário Jorge Sola tem sido um batalhador na busca de melhores condições de atendimento, apesar do caos herdado na saúde da Bahia”.
O ministro sugeriu que os parlamentares, com o prestígio político suprapartidário, e utilizando-se também do conhecimento do Ministério da Saúde, busquem financiamento no Banco do Nordeste, no BNDES, e na Caixa Econômica, para desafogar a rede complementar no Estado.