Os profissionais, segundo a parlamentar baiana, “necessitam de urgente atenção do governo no sentido de corrigir a defasagem de suas remunerações e de reestruturar esta carreira criada em 2007, mas já com profundas distorções em relação a cargos similares da Administração Pública”.

Embora as negociações com o Ministério do Planejamento já se arrastem por mais de três meses, não houve consenso. Alice explicou que as propostas oferecidas pelo Ministério do Planejamento (MPOG) estão aquém da condição inicial de criação, deixando o valor de 30% defasado e com solução apenas para 2.010. Hoje, os analistas em infraestrutura recebem o equivalente à metade das carreiras do grupo de gestão e um terço das carreiras de controle.

A deputada ressaltou que “os analistas e especialistas em infraestrutura têm uma carteira de acompanhamento de implementação de projetos que podem chegar a R$ 20 bilhões, uma grande responsabilidade que exige remuneração compatível com a importância e a especialidade da categoria”.

Sensibilizada pelas reivindicações dos analistas e dos especialistas em infraestrutura, a a parlamentar solicitou o agendamento de audiências com a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e com o Gabinete Civil da Presidência da República para discutir o problema e buscar soluções que contemplem o atendimento dos justos pleitos das categorias. “Chamo a atenção do governo para a crescente evasão de profissionais de infraestrutura do setor público motivada pela precária remuneração”, afirma Alice.

No final do seu discurso, levando em consideração a importância da carreira de Analista de Infra-Estrutura e o cargo isolado de Especialista em Infra-Estrutura Sênior, a deputada apelou ao presidente Lula, ao ministro Paulo Bernardo e à ministra Dilma Rousseff para que reconheçam a importância desses servidores públicos e atendam suas reivindicações.