O objetivo do evento foi desenvolver uma agenda política para a igualdade de gênero na América Latina e no Caribe. Cerca de 60 parlamentares latinoamericanas e caribenhas e 20 parlamentares espanholas estiveram no evento.
De acordo com Alice, cinco grupos de trabalhos foram realizados e trataram dos seguintes temas: violência de gênero; emprego, proteção social e conciliação entre vida pessoal, familiar e de trabalho; saúde sexual e reprodutiva; técnicas parlamentares para a incorporação da perspectiva de gênero na legislação; estratégias para a inclusão da perspectiva de gênero na legislação.
Apesar de melhora na participação das mulheres na política, e em outros setores, na América Latina e o Caribe, Alice entende que urge a criação de mais e melhores políticas para garantir a equidade de gênero. A deputada disse que existe uma média de 20% de mulheres deputadas e 6% de prefeitas na representação das mulheres latinoamericanas e caribenhas. Para as parlamentares presentes no encontro, os dados são considerados baixos, quando comparados com os avanços de outras áreas.
Avanços no parlamento
Os avanços na proporção de mulheres deputadas foram destacados. Atualmente, a média regional está em 20.7%. Os países com maior representação de mulheres são Cuba (49.2%), Argentina (40%) e Costa Rica (36.8%), enquanto a representação mais baixa é observada na Colômbia (8.4%), Brasil (9%) e Guatemala (12%). Entre as senadoras, o avanço é mais lento. Os dados de 2009, em comparação com 2001, mostram somente um país com retrocesso, o Senado no Paraguai, com 18% em 2001 e 16% em 2009. Um lento avanço, de forma geral, foi constatado.
Apesar disso, quatro mulheres chegaram às presidências da República através das urnas: a nicaraguense Violeta Barrios de Chamorro (1990); a panamenha Mireya Elisa Moscoso (1999); e as presidentes do Chile, Michelle Bachelet (2005); e Cristina Fernández de Kirchner, da Argentina (2007).
A integração em gabinetes ministeriais foi outro ponto destacado. Enquanto na década de 90, apenas se alcançava 9%, dez anos depois a porcentagem de mulheres ministras triplicou chegando a 24%. Os dados para 2009 indicam uma redução para 21.6%. Uma mudança significativa a ser levada em conta é que cada vez mais mulheres ocupam pastas tradicionalmente reservadas aos homens, como as de Interior, Defesa, Economia, Produção, Indústria, Ciência e Tecnologia, entre outras.
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