O deputado federal Ângelo Vanhonni (PT-PR), provável relator da matéria na Câmara dos Deputados, foi o principal palestrante. Para o parlamentar, mesmo havendo avanços importantes na Lei Ruanet, lamentavelmente ainda existe uma concentração de renúncias fiscais feitas por empresas no eixo sul-sudeste brasileiro, especialmente Rio de Janeiro e São Paulo.
Muitas personalidades da cultura baiana compareceram e contribuíram com ideias para aperfeiçoar a Lei Ruanet. A ênfase principal do debate foi a da busca pela democratização dos recursos captados, que hoje ficam mais centralizados no eixo sul-sudeste.
Alice lamentou que hoje a maioria do financiamento da cultura brasileira é feita pelo Estado, através do Ministério da Cultura. “Estamos esperando, na Comissão de Educação, o Plano Nacional de Cultura para que possamos analisar aqui na Câmara dos Deputados neste ano”. A deputada também revelou que 20% dos projetos apresentados conseguem financiamento, o restante não.
Na mesa do evento, estavam o diretor da Escola de Belas Artes da UFBA, professor Roaleno Costa, o representante do Secretário de Cultura do Estado, Ciro Sales, o Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Prof. doutor Albino Rubim, e o Presidente do Sindicato dos Artistas da Bahia, Fernando Marinho.