“Sem dúvida, essa milenar profissão que exerce um papel essencial na complementação diagnóstica e terapêutica das equipes de saúde passou por anos de grandes dificuldades com a industrialização e a massificação dos medicamentos, por imposição do mercado internacional de medicamentos. Os farmacêuticos vêm-se impondo pela qualidade, garantindo assistência farmacêutica nas farmácias, orientando a utilização de genéricos, com base no estudo da bioequivalência, garantindo a manipulação de fórmulas cada vez mais qualificadas no Brasil, inserindo-se nas análises clínicas, com qualidade, e reagindo aos monopólios também dos laboratórios de análises clínicas em nosso País”, destacou a deputada.

Para ela, medicamento não é mercadoria e sim um instrumento para complementação diagnóstica e terapêutica e desta forma precisa ser tratado.

Alice Portugal, que é graduada em farmácia e bioquímica pela Universidade Federal da Bahia, saudou a mobilização dos farmacêuticos que, dirigidos pela Federação Nacional dos Farmacêuticos – FENAFAR, ocuparam a Esplanada dos Ministérios para mostrar aos parlamentares que a categoria se levanta e define como meta a garantia da assistência farmacêutica e a transformação da farmácia, não apenas em dispensário de medicamentos, mas em serviço de saúde, em estabelecimento sanitário, onde o paciente, com a sua receita prescrita pelo médico, possa ter o profissional graduado, preparado, disposto, bem remunerado para orientar o uso racional e correto do medicamento.

A deputada lamentou que no Brasil as farmácias tenham se transformado em comércio lucrativo, com um estabelecimento em cada esquina, sem qualquer regra de zoneamento, com a existência de farmácias clandestinas e a disputa publicitária pelos clientes.