A Bahia sofre com a falta de profissionais de saúde. Faltam médicos, enfermeiros e também terapeutas. Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), só no Sistema Único de Saúde (SUS), há uma carência de mais de 2,5 mil profissionais.A diretora do conselho, Célia Rodríguez Cunha, afirmou que só existe uma saída para o problema: “A solução é abrir cursos na área. Precisamos formar mais profissionais e a universidade pública já cria o profissional com o perfil que precisamos. Queremos que a UNEB seja o berço desse crescimento”.

Justamente para tratar do projeto que propõe a criação de um curso de graduação em Terapia Ocupacional na UNEB, visitaram a Reitoria da universidade, na manhã desta segunda-feira, dia 28 de abril, duas das mais atuantes parlamentares baianas – a deputada federal Alice Portugal e a vereadora de Salvador Aladilce Souza -, acompanhadas da diretora do Coffito. Elas foram recebidas pelo reitor Lourisvaldo Valentim, dirigentes e docentes da instituição.

Na Bahia, existe apenas um curso de Terapia Ocupacional, contra 23 de Fisioterapia. A vereadora Aladilce Souza acredita que a implantação do curso será um fato positivo. “Deve haver um fortalecimento dos cursos de Saúde, e a implantação desse novo curso é interessante para a saúde no estado”, comentou.

Para o curso ser implantado existem duas etapas a serem vencidas: espaço físico e contratação de professores. O reitor Lourisvaldo Valentim afirmou que o problema da contratação de professores precisa do apoio de parlamentares que sensibilizem o governo estadual. “As salas de aula e laboratórios não serão problemas, já temos projetos e vamos buscar recursos para isso.”

A deputada Alice Portugal também assegurou estar comprometida em abraçar as demandas da universidade. “Sou parceira da UNEB. A vereadora Aladilce e eu vamos levar as demandas da universidade para o secretário da Saúde (Sesab), Jorge Solla. Garanto que ele, preocupado com o ensino de saúde, será nosso aliado para levar as demandas ao governador”, afirmou Alice.

Segundo o diretor do Departamento de Ciências da Vida (DCV), Jurandir Aragão, o maior problema que os cursos de saúde passam é a falta de professores. “Procuramos por estabilidade. Não possuímos professores efetivos. Contamos com o apoio do governador para contratar profissionais”

A pró-reitora de Graduação (Prograd) em exercício, Marta Enéas, afirmou que a universidade tem uma demanda de 500 professores, porém, a deputada Alice Portugal, dise que este número não é possível de ser atingido imediatamente. “O processo tem que ser feito em etapas. 500 de vez não vai dar. O governo ainda tem deficiências com a educação básica e as outras três universidades estaduais. Porém, faremos o máximo possível para conseguir professores”, garantiu a deputada Alice.