Em seu discurso, a deputada lamentouu que a greve dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil tenha entrado em sua segunda semana sem que o Governo acene com uma proposta que contemple a carreira e que honre o acordo celebrado ainda em 2007, que previa um reajuste de 42% nos salários, além de outras questões.
A proposta atual apresentada à categoria pelos negociadores do Governo é de um reajuste de 17%, que é rechaçado pelos auditores fiscais da Receita Federal e por suas entidades representativas, a UNAFISCO e a FENAFISP, observou.
Alice apelou ao governo que reveja sua posição e dê um tratamento adequado aos pleitos de uma categoria que trabalha com reconhecida eficiência para sustentar a máquina pública, obtendo, inclusive, repetidos recordes de arrecadação mês a mês.
Além disso, salientou, deve-se reconhecer o fato de que a criação da Receita Federal do Brasil, a partir da fusão da Secretaria da Receita Federal e da Secretaria da Receita Previdenciária, teve como conseqüência o aumento das atribuições da classe, o que justificaria ainda mais o pleito dos Auditores. Ao concluir seu pronunciamento, a deputada destacou a mobilização dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil e conclamou o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão a rever sua posição em relação as reivindicações da categoria e a levar em conta compromissos celebrados.