Durante seu pronunciamento, Alice discorreu que "mesmo trabalhando em um ambiente violento, armada, e por tudo isso sofrendo um alto grau de pressão psicológica, originando constantes danos à saúde, a nossa policial não tem garantido o direito à aposentadoria especial".
De acordo com a deputada, a Constituição de 1988 não apenas descreve as atribuições das policias militares, como lhes garante o direito à aposentadoria especial, assim como é regulamentado na Lei 51/1985. "No entanto, a onda neoliberal iniciado nos anos 90 no país, assim como atacou diversos direitos dos trabalhadores em geral, constrangeu estes direitos das trabalhadoras da polícia".
Alice explicou que existem dois pesos e duas medidas sobre a questão. "Em alguns estados, a Polícia Civil tem direito a aposentadoria especial. Em outros, o risco de morte não é recompensado", denunciou.
Alice informou à platéia que está e trâmite no Congresso Nacional o PL 275/01, de autoria do senador Romeu Tuma (PFL/SP), que regulamenta a aposentadoria especial da mulher servidora policial. O projeto encontra-se pronto para votação no plenário da Câmara dos Deputados. Alice já enviou requerimento á Mesa da Casa solicitando a inclusão da proposição parlamentar na Ordem do Dia.
O evento foi promovido pelo Centro Maria Felipa (Centro de Referência à Mulher da Polícia Militar/BA). A coordenadora do Centro, capitã Denice Santiago, afirma "que crescer é lutar pela garantia da inserção do segmento feminino em todos os espaços da nossa instituição".
Há dezoito anos é permitido o ingresso de mulheres nas fileiras da PM/BA.