Defensora dos direitos da mulher, a deputada vê a pouca presença feminina no cenário Legislativo federal como reflexo de uma história de opressão milenar em que às mulheres cabia um papel secundário. “O poder se masculinizou”, decreta a deputada.

Ela, porém, é otimista. As mulheres, que já são maioria nas universidades e no serviço público, observa, vêm sendo contempladas pelo Legislativo com leis específicas para a saúde feminina e que criminalizam a violência contra a mulher.

“Estamos num processo de avanço. Precisamos desmistificar o vocábulo feminismo, que não significa uma guerra de sexos, mas sim a busca de eqüidade de gênero”, diz Portugal.

Uma das formas de promover esse equilíbrio é a Lei Federal nº 9.504, de 30 de setembro de 2006, batizada de lei de cotas, à qual determina que cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.

Para Alice Portugal, a lei de cotas não atinge sua finalidade por não prever sanção para os partidos que a descumprem.