No Brasil, o voto feminino foi conquistado apenas em 1932, durante o primeiro governo de Getúlio Vargas. A conquista, no entanto, foi parcial, uma vez que só podiam votar mulheres casadas que fossem autorizadas pelos maridos e as viúvas e solteiras que tivessem renda própria – tais barreiras caíram apenas dois anos mais tarde.
 
Avançamos muito desde então, mas ainda há muito que avançar. Precisamos ampliar a nossa participação na política. Apesar de sermos 6,2 milhões de eleitoras a mais que os homens, o número de candidatas é muito pequeno. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas últimas eleições, representamos 29,7% do universo de inscritos para a disputa. Dados do mapa sobre “Mulheres na Política 2015”, elaborado pela ONU, apontam que o Brasil é o 158º colocado no ranking de representação feminina no Legislativo.
 
“Precisamos corrigir este grande atraso. Nós mulheres não podemos ficar sem direito à voz e não se pode deixar de ter o estímulo do Estado à participação política. Queremos uma reforma política com financiamento público, com participação popular e mais mulheres no poder”, diz Alice Portugal, que tem sido uma incansável defensora dos direitos da mulher no Congresso Nacional e notabiliza-se por ser autora de diversos projetos que elevam o papel da mulher na sociedade brasileira.