PC do B:  Independência e Ousadia

 

Nem mesmo a chuva diminuiu a animação da ala do PCdoB no desfile. Camisetas com o slogan Independência e Ousadia, um balão com a marca do partido e estandartes com as figuras de Maria Quitéria, heroína da independência, de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta anti-racista e do revolucionário Che Guevara, fizeram a alegoria do PC do B.

A deputada federal Alice Portugal  foi efusivamente saudada durante o cortejo, mostrando a vitalidade do seu mandato junto ao povo de Salvador.

Em vários momentos pode se ouvir um couro ritmado: “PCdoB vai eleger uma mulher” seguido de aplausos calorosos, numa referência à cogitação do partido de ter uma candidatura à prefeito da capital nas eleições de 2008.  

 

A importância do Dois de Julho para a formação do caráter nacional 

A celebração da independência da Bahia, conquistada em luta popular no ano de 1823, tem significado importante para os baianos e para a nação brasileira, já que mesmo com a declaração da independência, em 1822, o Brasil ainda precisava expulsar as tropas portuguesas que persistiam em nosso território. A luta iniciou-se na então província da Cachoeira, onde desprovidos de armas, o povo do lugar, após o assassinato do Tambor Soledade, toma das tropas portuguesas uma canhoneira e derrota-os em praça pública. Este exército popular segue pelo recôncavo baiano, recebendo adesões de brancos, negros e índios. A adesão destacada é a de Sargento Medeiros, na verdade Maria Quitéria, que revoltada com a ousadia portuguesa, apossou-se das roupas de campanha de um cunhado e tornou-se  indispensável na frente de batalha. Foi a primeira mulher condecorada pelo nascente exército brasileiro.

“O caminho que fazemos neste cortejo, da Lapinha até o Campo Grande, é o mesmo percorrido pelos heróis que chegaram livres ao dois de julho de 1823 em Salvador”.

“E por isto todas as manifestações populares são expostas neste dia” diz a deputada.

Alice, autora do Projeto de Lei já aprovado na Comissão de Educação, que eleva  a data do Dois de Julho à condição de data nacional, aguarda sua aprovação na Comissão de Constituição e Justiça. “Se ensinarmos ao Brasil o valor deste fato histórico, a Câmara não poderá recusar a devolução do nome do nosso aeroporto”, afirma a deputada.